Miral

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A história deste livro não é realmente uma história, mas sim uma realidade. Passada centralmente em Jerusalém, o livro percorre as ruas desta cidade dividida em bairros (oriental, judeu e cristão) e fala de confronto e tolerância. Como abordar duas coisas à partida incompatíveis no mesmo espaço literário? A autora percorre a vida de várias mulheres, palestinianas, orgulhosas da sua identidade, não conformadas com a ocupação israelita. Neste livro há espaço para tudo numa narrativa em que as vidas destas mulheres se cruzam, explorando os detalhes de uma sociedade dividida e que parece não conhecer a paz. Apesar do livro ter o nome de uma destas mulheres, Miral, atrever-me-ia a dizer que esta divide o plano de personagem principal com todas as outras, principalmente com Hind Husseini, responsável pela criação de Dar Al Tifel “Arab Children’s House”. Este orfanato foi criado por Hind, ao encontrar 55 crianças em Jerusalém, que ficaram orfãs após o massacre de Deir Yassin. Miral, apesar de não ser orfã, cresce neste orfanato com a irmã, sendo sempre acompanhada pelo pai e vai ser confrontada com a dura realidade da luta do seu povo. Haveria muito a dizer acerca desta história mas talvez o mais importante seja que a autora passa, durante todo o livro, uma mensagem de tolerância, de respeito pelo próximo. Umas das minhas partes favoritas do livro é o momento em que Miral pergunta ao pai, Jamal, porque há tantos turistas que se dirigem na mesma direcção e este lhe explica, demonstrando o seu respeito e conhecimento de outras religiões, que se trata da Via Dolorosa e que não se tratam de turistas mas sim cristãos. Este livro deu origem a um filme, com o mesmo nome, que fiz questão de ver, por achar que um complemento visual ajuda sempre a uma melhor compreensão da história. Apesar de ter algumas falhas em termos de argumento (pormenores que foram retirados e alterados e que penso terem importância) não deixa de ser um bom filme, comovente, aconselho. No fundo, o “sumo” da história é que a luta não precisa de ser feita com armas e com pedras mas sim através da educação, da formação.

Vejamos as caixinhas “encontradas” pelo caminho. Passando-se a história em Jerusalém está cheia de locais fantásticos, mas centra-se muito na zona em que divergem as 3 religiões que vão desembocar aos seus locais de culto. São mencionadas quase todas as Portas de Jerusalém e, sorte a nossa, há uma série de caches em cada uma das portas! Ficam portanto as mencionadas: Porta Nova, Porta de Damasco, Porta de Jaffa e  Porta de Herodes. Caches com uma quantidade generosa de visitas mas não tão generosas em termos de favoritos, sendo a maior percentagem 3%. Outro local mencionado é  Via Dolorosa, que conta com a multi-cache Via Dolorosa – Stations of the Cross que conta com a generosa quantia de..um found! Alguns dos locais destacados do livro, como Ramallah e Gaza, não possuem caches, por isso resolvi destacar algumas em Jaffa, cidade com segundo maior destaque, a seguir a Jerusalém. Em Jaffa, temos a Three Wishes e a Old Jaffa, sendo que a última tem a maior percentagem de favoritos (18%) e de onde nos é permitido ver vários locais de interesse histórico na zona. 

Este livro vai levar classificação 5 estrelas, porque há histórias que têm que ser lidas e relidas – temos sempre qualquer coisa a aprender com segundas e terceiras (e quartas) leituras.

Próxima paragem: Irão, com o livro Terraços de Teerão de Mahbod Seraji.

Boas leituras!

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